
Jorge Mattoso
Social com lucro
Presidente da CEF investe pesado na inclusão dos sem banco, busca atrair a classe média e aumentar os rendimentos da instituição
Ana Carvalho, Célia Chaim e Florência Costa
Terceiro maior banco do País, a Caixa Econômica Federal (CEF), uma das instituições mais históricas do País, vive uma experiência nada ortodoxa no governo Lula: está sob a guarda de um ex-comunista que há 30 anos lutava contra a ditadura, chegando a ser preso, torturado e exilado. Mas o economista gaúcho Jorge Mattoso formado pelo Instituto Universitário de Estudos do Desenvolvimento, em Genebra, com mestrado pela Sorbonne e doutorado na Unicamp , hoje com 54 anos, faz questão de mostrar seu lado capitalista também.
Sua meta é conciliar valores aprendidos na cartilha ideológica esquerdista (igualdade e justiça social) com os do livre mercado: a competitividade e a busca do lucro. Sua tarefa não é pequena à frente da CEF, nascida há 143 anos, por decisão do imperador dom Pedro II, com o intuito de oferecer empréstimos e incentivar a poupança popular. Como bom revolucionário, Mattoso segue à sua maneira a máxima de Che Guevara (Hay que endurecer sin perder la ternura jamás).
Endurece na guerra da selva capitalista, buscando aumentar seu espaço e melhorar cada vez mais sua performance no ranking financeiro, oferecendo produtos atraentes para o público de classe média que quer atrair. Mas, ao mesmo tempo, não perde a ternura, ao manter e até aumentar a função social, que no passado fez com que os escravos depositassem suas parcas economias para comprar a alforria. Na segunda-feira 31, Mattoso anuncia um novo passo, fora do Brasil: lança o cartão da CEF para que os brasileiros que moram nos EUA possam remeter dinheiro para o País.
ISTOÉ Como a Caixa está ajudando no espetáculo do crescimento?
Jorge Mattoso A Caixa tem tido um desempenho muito positivo em todas as áreas, eu diria até inovador. No primeiro trimestre de 2004, a Caixa teve o maior lucro líquido de sua história (R$ 404 milhões) e colocou recursos de crédito na área de habitação e saneamento como em nenhum outro momento. Aumentamos em 30,6% o crédito comercial e de desenvolvimento urbano (R$ 6,4 bilhões), em comparação a março de 2003. Investiremos 70% a mais do que no ano passado em habitação e saneamento. Portanto, a CEF tem feito o possível para alavancar recursos, de diferentes fontes do FGTS, FAT, Orçamento Geral da União, de outros ministérios e recursos próprios , para favorecer a expansão do crescimento econômico e da atividade produtiva.
ISTOÉ Essa lentidão na retomada do crescimento não é um complicador?
Mattoso Nossa tendência é de olhar para trás. O processo de recuperação da atividade produtiva e da atividade econômica foi no ano passado. Em 2004, não está sendo lento. Os dados de emprego, do PIB, que serão anunciados, vão mostrar que o crescimento tem sido acentuado neste primeiro trimestre. Houve uma lentidão maior do que a esperada no ano passado, a partir da redução da taxa de juros em julho, mas esse processo foi retomado, o que deverá garantir os 3,5% de crescimento. Nossa expectativa, e esse é o grande desafio, é tornar esse crescimento sustentado em taxas de investimentos apropriadas. Isso significa, além do esforço feito na área comercial, acelerar o processo da Parceria Público-Privada (PPP) e criar mecanismos de investimentos.
ISTOÉ Esses dados não chegaram à opinião pública...
Mattoso O primeiro semestre do ano passado foi muito difícil. Foi necessário, em razão do legado, tomar atitudes drásticas do ponto de vista fiscal e monetário. É óbvio que teve efeito no crescimento, que foi de zero. Passou um ano e todos sabem que o período de graça dura um tempo, mas acredito que as expectativas, que são muito grandes, serão cumpridas. As pessoas vão ver o crescimento, vão ver as taxas de desemprego baixarem.
ISTOÉ Quanto a Caixa pensa em investir para aquecer a construção civil?
Mattoso No ano passado investimos R$ 5 bilhões em habitação e mais de R$ 1,7 bilhão em saneamento. Os gastos de saneamento foram os maiores já realizados nos últimos dez anos. Na semana passada, assinamos contratos de mais R$ 2 bilhões com Estados, municípios e empresas de saneamento. Isso já se reflete no emprego. A Caixa é responsável por 91% dos financiamentos de habitação e saneamento. Isso só é bom se eu olhar para o umbigo da Caixa porque demonstra a responsabilidade social da instituição e do governo.
Para que a construção civil tenha o desempenho que teve no passado, com relação à geração de emprego e renda, é indispensável uma maior participação do setor privado. Por isso estamos apostando nos fundos imobiliários e de direitos creditórios. Estamos inclinados a mexer com mercado de capitais a partir de uma maior participação privada.
Escrito por Cassiano às 10h10
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O mal do século
Inimiga número um das mulheres, a celulite ameaça a auto-estima feminina. Conheça as causas, como prevenir e os tratamentos que funcionam

A descoberta de que até Juliana Paes, que tem o corpo que toda mulher pediu a Deus, tem celulite, é o sinal dos céus de que não importa o número do manequim nem a idade: cuidar e prevenir o mal feminino do século é fundamental para qualquer mortal.
E maneiras de tratar é o que não faltam. Drenagem linfática, ultra-som, vácuo e mesoterapia, cremes e extratos de alcachofra e um aparelho chamado Manthus são alguns dos tratamentos que podem ajudar no combate à celulite.
Todas reclamam desse problema. Tanto as magras quanto as gordinhas, da adolescência à velhice, conta a médica especializada em estética Anna Verônica Ziccarelli, da clínica La Belle, que aposta na combinação de extrato de alcachofra com o Manthus. Manthus é o ultra-som combinado com correntes estéreo-dinâmicas, que fragmenta a gordura mais rápido e libera o sistema linfático, explica.
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Na clínica Hagla, a novidade do momento é a mesoterapia com iohimbina no combate à celulite
A dica é não parar nunca de prevenir. Isso quer dizer beber muita água, fazer atividade física, evitar o estresse e o cigarro e, claro, tentar manter uma alimentação balanceada. Se levarmos em conta que o fator genético e o hormonal são grandes atuantes nesse caso, é bom investir nessa listinha de aliados.
Associado a isso, a mesoterapia também pode ajudar a enfrentar a guerra. Qualquer coisa que atrapalhe a circulação ajuda a desenvolver a celulite. A culpa não é do refrigerante ou do salgadinho, mas da dosagem. Cada coisa dá sua contribuição, diz a especialista em Medicina Estética Morgana Waked, da HAGLA, que investe na mesoterapia com injeções de iohimbina, que estimula a lipase, substância que quebra a gordura.
Só não dá para abrir mão de uma avaliação médica antes, para definir medicamentos e dosagens. O ideal é combinar algumas técnicas, como a drenagem, ultra-som, mesoterapia e a vacuoterapia, que atua com ventosas na produção de colágeno, aconselha Luciene Godoi, fisioterapeuta da Le Ru.
Não existe milagre, mas há boas condutas que podem melhorar em até 70% o quadro. A celulite tem estágios e quanto mais você tem, mais você vai ter. Então, quanto antes começar a tratar, melhor, avisa a dermatologista Mônica Azulay, que vê nos cremes uma boa opção, com eficácia de até 30%. Mãos à obra.
Escrito por Cassiano às 10h09
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Pura sedução
Todos os tons de batom vermelho deixam o outono mais sexy
Marcia Disitzer
Fatal, o batom vermelho recupera o posto de queridinho nessa estação. Para mostrar todas as nuances dessa cor, o Caderno D+Mulher convidou o cabeleireiro e maquiador Mauro Brettas, do Crystal Hair, para revelar os truques dessa arma de sedução. O batom vermelho está em alta porque, na moda, esse momento é de muito glamour, analisa ele.
Mas deve ser usado com muita cautela. Batom vermelho é batom vermelho e mais nada, só rímel, emenda Mauro. A cor da pele e a do cabelo determinam o tom adequado para cada mulher. O vermelho aberto combina com as clarinhas; as negras devem optar pelo vermelho que puxa para o vinho e uva, diz Brettas. Já as morenas devem escolher o batom cor de cereja, resume.
Para o dia, Mauro recomenda o vermelho-gloss. É preciso sempre ter cuidado. Batom vermelho usado de maneira equivocada pode vulgarizar a mulher, ensina.(Fotos Isabela Kassow)

Mauro escolheu fazer uma maquiagem básica na morena Mariah Smigay. A pele ganhou um ar saudável e nos lábios, batom cereja fosco. Um truque legal é usar o batom no centro da boca e espalhar, ensina o maquiador.

Mauro transformou a modelo Letícia Wohlers numa lolita moderna. No estilo anos 50, ela usa batom vermelho aberto, opaco, que realça os lábios. Na pele, apenas blush e nos olhos, muito rímel. Repare que a maquiagem é nada. Quem usa batom vermelho deve ser comedido, resume Brettas.
FICHA TÉCNICA: MODELOS Tatiana Macei e Letícia Wohlers (Ag.Ford) e Mariah Smigay (Ag.Mega); CABELO E MAQUIAGEM Mauro Brettas (Crystal Hair: 2267-7486); PRODUÇÃO Mariana Salim.
Escrito por Cassiano às 10h08
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Fenômeno ou Santo?
Tratado como divindade pela comunidade da Cidade de Deus, Ronaldo dá esperança de dias melhores para moradores do bairro
Mauro Leão
A Cidade é de Deus, mas o atacante Ronaldo ganhou status de santo na comunidade de Jacarepaguá, depois que desceu do seu pedestal de maior ídolo do futebol mundial e esteve no bairro, na quarta-feira, doando R$ 160 mil para a restauração do teatro no Espaço Cultural. Ontem, dia seguinte da visita fenomenal, Ronaldo ainda era o assunto pelas esquinas. O gesto generoso do maior jogador do mundo era elogiado pelos moradores.
Jorge Washington de Souza Barros, 32 anos, porteiro da Associação de Moradores da Cidade de Deus, onde o Fenômeno foi homenageado, garante que um milagre aconteceu durante a aparição do atacante do Real Madrid.
Foi por milagre que o portão da associação não desabou. Tinha gente demais pendurada, todos querendo ver o Ronaldo de perto, afirma Jorge Washington, mostrando os estragos provocados pela multidão, na tentativa de tocar na careca do novo padroeiro gesto que passou a ser considerado como de boa sorte na comunidade.
Para a rubro-negra Fabíola de Oliveira Conceição, 21 anos, moradora na Travessa Cirene, Ronaldo deveria ser beatificado por ter se lembrado da comunidade carente: Só pode ser obra divina. Até agora a ficha não caiu. Jamais vou me esquecer do dia em que o Ronaldo se lembrou da gente.
Para moradora, é Deus no céu e Ronaldo na terra
Ela diz que a atitude do artilheiro foi de coração. Ele é uma pessoa famosa, não precisa aparecer. O curioso é que, mesmo ele tendo nascido numa região carente (Bento Ribeiro), doou um dinheiro importante para a Cidade de Deus. Para mim, é Deus no céu e Ronaldo na terra, assegura Fabíola.
Mesmo sem ter conseguido se aproximar de Ronaldo, ela garante que firmou o pensamento com a mente do ídolo. Mentalizei com muita fé e pedi para que ele, com a sua luz, me ajude a realizar o meu sonho de ser professora de dança. Quero ensinar às crianças pobres. Com a recuperação do Centro Cultural da comunidade, quem sabe não posso me tornar uma bailarina e me transformar numa ótima professora, sonha a fã.
Escrito por Cassiano às 08h00
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Sem parar
No corre-corre do dia-a-dia pode até passar batido, mas opção de lazer é o que não falta na centenária Avenida Rio Branco, que se orgulha do charme de cafés, livrarias e edifícios históricos
Tatiana Contreiras

A livraria da Travessa , no número 44, fica no térreo do edifício do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e ainda abriga o Bazzar Café, no mezanino
Quem passa apressado pela Avenida Rio Branco, entre a multidão que parece não ter fim, nem sempre se dá conta de que a antiga Avenida Central, outrora passarela da elegância carioca, abriga entre seus 25 cruzamentos verdadeiras preciosidades urbanas. Entre os modernos arranha-céus, ainda há espaço para lugares e hábitos tradicionais e novidades, por que não? na via que completa este ano 100 anos de construção.
Criada inicialmente para facilitar o contato direto com o Porto, a Avenida Central foi aberta em tempo recorde: de 8 de março de 1904, quando a primeira casa veio abaixo, a 7 de setembro do mesmo ano, quando foi liberada para o trânsito. A inauguração oficial foi em 15 de novembro de 1905. Centro nervoso da cidade, a Rio Branco hoje tem opções que nem sempre aparecem à primeira vista, mas valem ser procuradas.
Logo ali, na Praça Mauá, o moderno RB1 abriga de academia de ginástica a restaurantes. Mas poucos estabelecimentos são mais tradicionais do que a Leiteria Mineira, que oficialmente fica na Rua da Ajuda há mais de 40 anos mas vá dizer isso para o passantes da Rio Branco e os freqüentadores que não deixam o sanduíche americano e a coalhada da casa há anos. A Leiteria ficava na Galeria Cruzeiro, onde hoje é o Edifício Avenida Central, explica João da Silva Costa, 77 anos, sócio da Leiteria Mineira desde 1950. Quando cheguei, a Avenida tinha duas mãos, árvores no meio... Carlos Lacerda, Café Filho e Juscelino Kubitschek vinham sempre, antes de ocuparem os cargos que chegaram a ter, relembra.

O Café Gioconda (E) fica em frente à Da Vinci e tem café exclusivo da casa. Já o Theatro Municipal (acima) dispensa apresentação: o prédio é dos mais bonitos da área
Além da Leiteria, do Museu Nacional de Belas Artes, da Biblioteca Nacional e do Teatro Municipal, tradição também não falta na Livraria Leonardo Da Vinci, no subsolo do número 185, o Edifício Marquês do Herval. Criada em 1952 pela italiana Vanna Piraccini, a Da Vinci tem o que ninguém gosta de vender, como dizem os vendedores. Livros raros, importados, de assuntos difíceis: estão todos lá, no acervo de 80 mil publicações. O número 185, aliás, esconde entre consultórios e escritórios um charmoso recanto, formado pela Da Vinci, pelo sebo de livros e CDs Berinjela e o Café Gioconda.

Já o Edifício Avenida Central (D) tem restaurantes, lojas e muito movimento
Tem gente que vem aqui todos os dias, revela Sílvia Chomski, sócia da Berinjela. Entre as estantes, dá para garimpar bons livros e CDs por preços bem em conta. Garimpar é também o que muita gente faz na Gibiteria e Bárbaras Magias, loja de RPG, quadrinhos e plastimodelismo, que consegue juntar desde senhores apaixonados por miniaturas a jovens como o office-boy Danilo Pugliese, 15 anos, aficionado por RPG. É a única loja que conheço por aqui, elogia o menino. Uma prova de que a Rio Branco atravessa gerações. (fotos Isabela Kassow)
Escrito por Cassiano às 07h59
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Nilson Souza
27/05/2004
Múltipla escolha
A Unisinos resolveu adotar um novo modelo de vestibular este ano, substituindo as tradicionais provas de cruzinhas por questões dissertativas. Ou seja: a garotada terá que se comunicar por escrito. Alguns jovens certamente tirarão de letra, mas será um desafio e tanto para quem está acostumado a usar apenas gírias e interjeições nos seus diálogos. Só a redação deverá ter entre 60 e 75 linhas. E outros cinco temas da atualidade serão propostos aos candidatos, para que eles mostrem se são capazes de interpretar textos, desenvolver um raciocínio lógico e expressar adequadamente suas idéias.
Escrever sempre dói um pouco, mesmo para quem passa a vida juntando letrinhas por dever de ofício. Mas é uma dor prazerosa, pois possibilita a imediata visão da obra realizada. Quando a gente termina uma frase ou um parágrafo - e gosta do que escreveu -, é muito gratificante. Quando o leitor gosta também, ou é tocado pela mensagem, a realização é maior ainda.
Equivoca-se, porém, quem pensa que a dissertação elimina totalmente a múltipla escolha. Escrever é sempre uma escolha múltipla, que envolve, entre outras ações, a seleção das palavras a serem utilizadas, a decisão prévia de ler bons textos e bons livros, a coragem de divulgar idéias e sentimentos e, principalmente, a persistência de tentar até acertar. Não é um dom reservado apenas para seres especiais. Qualquer pessoa alfabetizada e com domínio da língua pode se comunicar por escrito.
E bem - se tiver humildade para se corrigir, para fazer um bom planejamento, para mostrar o trabalho a pessoas mais experientes e para reescrever quantas vezes for preciso. Obviamente, não é possível fazer isso numa prova de vestibular, com limitação de tempo. Mas dá para começar bem antes, com boas leituras e, principalmente, com o exercício da escrita.
Outro dia vi numa reportagem de televisão que está virando moda entre os jovens a troca de bilhetinhos nas festas. É uma brincadeira, provavelmente as mensagens sejam até cifradas, com símbolos e abreviações da linguagem informática. Mas não deixa de ser um exercício promissor de comunicação. O que importa, na verdade, é ser compreendido pelo próximo.
A vida também é uma prova de múltipla escolha, para a qual nem sempre temos conhecimento suficiente acumulado. Muitas vezes, como nos testes de cruzinhas, temos que apelar para a intuição - que, em última análise, é uma forma de pensar com o coração.
nilson.souza@zerohora.com.br
Escrito por Cassiano às 06h48
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Ela quer ficar nua
Vera Fischer fez questão e cena de nudez está em A Primeira Noite de um Homem, que estréia na semana que vem
Rubia Mazzini
Olhando a imagem desta página dá para acreditar que um dos passatempos preferidos de Vera Fischer ultimamente é fazer palavras-cruzadas em seu sítio em Guaratiba? Pois é. Mas para deleite dos admiradores de sua beleza e talento a estrela resolveu dar um tempo na vidinha pacata que vem levando para voltar ao batente na pele de uma personagem poderosa que só ela. Com direito a uma já comentadíssima cena de nu, Vera interpreta a voluptuosa Sra. Robinson, a responsável pela iniciação sexual do jovem franguinho Benjamim Bratt na peça A Primeira Noite de um Homem, que estréia quinta-feira no Teatro Clara Nunes.
Adepta do lema em nome da arte, vale tudo e, além disso, super em forma aos 52 anos, Vera fez questão de manter a nudez da Sra. Robinson na cena em que ela seduz Benjamim papel do novato Armando Babaioff , mesmo depois do diretor, Miguel Falabella, ter hesitado. Tudo, diz Vera, para ser fiel ao espírito da personagem. É uma cena de conquista, ultra-rápida, mas fundamental, em que ela quer amedrontar o garoto. Quer fazer com que ele se sinta desse tamanhinho. Então acho que colabora com a cena ela ficar nua, observa a musa, que apesar da certeza e da experiência em tirar a roupa profissionalmente diz sentir uma certa timidez.
É uma cena ultra-rápida, mas fundamental, em que ela quer amedrontar o garoto
Todo mundo já está cansado de me ver nua. Mas é claro que fico meio envergonhada. Só que uma atriz precisa fazer de tudo. E eu nunca tive medo de nada, afirma a estrela. Com a mesma segurança, ela jura que não precisou usar nenhum artifício para se despir sem culpa. Não faço essas coisas. Tem que ficar magra, então estou magra. Parei com remédio, médico, há meses. Consegui fechar a boca, me disciplinar. Isso é uma coisa muito boa que aprendi.
Já estão cansados de me ver nua. É claro que fico meio envergonhada. Mas uma atriz precisa fazer tudo
Disciplinada e em paz. Solteira, Vera diz que cansou da badalação e, além da peça, só pensa na criação do filho, Gabriel, de 11 anos, da união com Felipe Camargo Falo mais com a namorada dele (Kelen Varella), do que com ele mesmo. Mulher se entende, né? e no sítio de Guaratiba, para onde foge sempre que dá. Perdeu a graça sair. Os lugares, as coisas que acontecem, é muita multidão. Vou a festa em casa de amigos, porque aí posso dançar, curtir. Fico mais curtindo meu filho, meu sítio, meus cachorros. Acho que isso tem muito mais a ver atualmente na minha vida.
A Sra. Robinson da peça, adaptada e dirigida pelo amigo Miguel Falabella, também tem tudo a ver com Vera. Se existe uma atriz no Brasil que pode fazer a Sra. Robinson e ficar nua, é a Vera Fischer, baba o diretor. A Sra. Robinson é poderosa e verdadeira. Mas a verdade dela dói, porque diz as coisas nuas e cruas para as pessoas. É uma alcoólatra, uma mulher entediada, que não sabe o que fazer da vida. Daí tem a idéia de atrair esse menino, filho dos melhores amigos dela. Ela é cruel, amoral, observa a musa, que não tem dúvidas ao responder sobre sua posição predileta nos jogos do amor. Prefiro seduzir. Isso está em mim, eu sou como sou.
Escrito por Cassiano às 06h46
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Oh, oh, oh, feelings
Canção de Morris Albert já teve seis mil versões e é conhecida no mundo todo. Mas ele jura que já fez outros sucessos
Marcelle Justo
Prestes a completar 30 anos de carreira, Morris Albert, um americano fajuto, que na verdade se chama Maurício Alberto Kaiserman, autor de um dos maiores hits mundiais, Feelings, anda com saudades do Brasil. Morando fora desde os anos 70, quando viu estourar sua canção mais famosa, o músico gostaria de conciliar a vida na Itália país em que se fixou por causa das filhas, Jennifer, 13 anos, e Sharon, de 7, com o Brasil. É um sonho dividir meu tempo. Mas é difícil, a base está na Europa, admite o cantor, mais uma vez nas rádios brasileiras. Dessa vez, pela voz de Caetano Veloso.
É uma honra vê-lo cantar Feelings, admite Morris, que já ouviu versões de Frank Sinatra, Johnny Mathis, Bobby Winton, Andy Williams, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, e das orquestras de Paul Mauriat e Ray Connif e, ultimamente, o moderninho Offspring. Foram mais de seis mil gravações. Algumas das minhas preferidas são a de Dione Warwick e a de Gloria Gaynor, aponta o compositor. Tive outros sucessos. Mas Feelings continua sendo a última música dos shows, entrega.
Enquanto não concretiza o desejo de voltar ao País, Morris vem a trabalho. No Brasil para divulgar o novo CD, Moods, ele relembra os tempos em que se lançou como cantor. Fui em várias gravadoras, mas me diziam que não dava para cantar em outra língua. Então, fiz dois compactos, um em português, Daniela, e outro em inglês, Sunshine. Foi o segundo que tocou nas rádios, relembra. Fui chamado pelo diretor de uma rádio e disse que queria uma gravadora em que eu não tivesse ido, ri Morris. Nunca tive problema. Desde o início disse que era brasileiro e me apresentei, completa.
No disco novo, Morris traz canções inéditas. Mas até o final do ano promete novidades, no CD Aniversary. Vou fazer uma nova versão para Feelings, promete. E vou incluir uma versão de Elvis Presley da mesma música. Para mim, ele é rei.
Até lá, Morris quer fazer shows por aqui para matar saudades de quem ele embalou momentos importantes da vida. Dizem que eu sou culpado pelo romance, pelo casamento e pela dor de cotovelo, enumera o cantor, que se diz com fome de Brasil. Antes de embarcar fiz um concerto na Eslovênia e nem dormi. Fiquei com medo de perder o avião, admite Morris, que chegou ao País na segunda. Queria lançá-lo aqui. Mesmo compondo pop em inglês, a harmonia da minha música é brasileira, acredita o cantor, um apaixonado por samba. Gosto das coisas velhas.
Escrito por Cassiano às 08h32
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O ‘jeitinho brasileiro’ de ser alastra-se pelas comunidades on-line
Alegre, comunicativo, sociável e se adapta bem a qualquer situação de preferência com um sorriso franco no rosto. Sim, estamos falando dele: o povo brasileiro, um dos mais queridos do mundo. E é claro que essa gente com tanta necessidade de estar junto com os seus acabou encontrando na Internet uma nova forma de socialização: os brasileiros são os reis das comunidades virtuais e redes de relacionamento.
Já tivemos o boom dos chats, ICQ e demais programas de mensagens instantâneas, blogs, fotologs e agora o Orkut. Isso sem contar os Bulletin Board Systems (BBS), em meados dos anos 1990, que chegaram a ter mais de 40 mil usuários em São Paulo e seis mil no Rio (A diferença entre uma cidade com praia e outra sem, brinca o carioca Luiz Mergulhão, um dos pioneiros do BBS no País).
As comunidades virtuais são mais uma forma de sociabilidade. Talvez o termo virtual seja impreciso, já que acaba se contrapondo ao real. E o que percebemos é o fenômeno da interação generalizada, analisa o sociólogo José Augusto Rodrigues, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O que vemos é a boa e velha rede de amigos e as novas tecnologias propiciando a manutenção dessa rede. A Internet é apenas um novo suporte tecnológico para estabelecer vínculos entre os indivíduos, afirma.
Tanto que pela primeira vez ultrapassamos os americanos em tempo de navegação: em abril foram 13 horas e 43 minutos contra 13 horas e 21 minutos, segundo pesquisa do Ibope/NetRatings.
Rodrigues, aliás, lembra que há alguns anos imaginava-se que comunidade virtual era exatamente o oposto de sociabilidade real. Mas pesquisas comprovam que a maioria dessas comunidades é híbrida: são formadas por amigos 'cara-a-cara' que criam grupos virtuais ou o contrário. As pessoas se conhecem em comunidades virtuais e passam a participar de encontros reais, explica.
A economista Carla Moulin, 24, é uma que acredita que toda forma de contato vale a pena. Ao contrário de outros povos introspectivos, o brasileiro é expert em interagir, seja num boteco na esquina, numa comunidade do Orkut, ou mesmo através da troca de comentários em fotologs, opina.
Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que incluem, essas comunidades também excluem. No Fotolog, a esmagadora maioria dos usuários tem câmera digital artigo considerado de luxo para muita gente. Já no Orkut, só entra quem é convidado como um clubinho seleto. A Internet não é democratizante; é descentralizante, afirma o consultor Hernani Dimantas, interneteiro assumido.
Escrito por Cassiano às 08h31
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Jovens, mas nada rebeldes
Grupo de adolescentes americanos viaja à Europa para divulgar mensagem de castidade: ‘abstinência é o melhor sexo seguro’
PITTSBURGH, EUA - Engana-se quem pensa que a juventude só quer saber de sexo. Pelo menos este não é o caso dos 30 adolescentes americanos, todos eles virgens, que viajarão rumo à Grã-Bretanha em junho para pregar a abstinência sexual. Eles fazem parte de um grupo de nome estranho, A Coisa do Anel de Prata, que defende a castidade como a única forma de sexo seguro.
“Medidas de educação sexual, como o uso de camisinhas e pílulas contraceptivas, não funcionaram. Quais os resultados? São desastrosos. Nossa missão é oferecer a alternativa da abstinência para os jovens”, explica o pastor evangélico Denny Pattyn, diretor do movimento.
A próxima empreitada do grupo é levar sua mensagem para sete cidades da Grã-Bretanha – Londres, Leeds, Birmingham, Manchester, Dublin, Belfast (Irlanda) e Glasgow (Escócia). Os militantes farão a campanha através de apresentações, que costumam contar com efeitos de luzes e números de comediantes, tudo ao som do rap Oh no: don't give it away (Oh não: não abra mão disso).
Durante os shows, aqueles que aderirem ao lema da abstinência sexual terão que comprar um anel de prata, por 18 dólares, para simbolizar o compromisso. “E ganham ainda uma bíblia da organização”, acrescenta Pattyn.
Governo americano ajudou a custear viagem para Europa
A turnê está sendo custeada, em parte, pelo governo americano. O grupo ainda espera conseguir doações e patrocínios na Grã-Bretanha. O dinheiro proveniente da venda dos anéis e de camisetas, nas quais se lêem mensagens como “Perigo: o sexo muda tudo”, também ajudará a pagar a viagem.
A missão, porém, não será das mais fáceis. A Grã-Bretanha registra as maiores taxas de gravidez entre adolescentes da Europa Ocidental e sofre uma explosão de doenças sexualmente transmissíveis. Segundo o Serviço de Saúde Pública britânico, entre 1992 e 2002, foi registrado um aumento de 870% nos casos de sífilis e 106% nos de gonorréia.
Mas Pattyn está otimista e acredita que conseguirá convencer centenas de britânicos a fazer voto de castidade. “Dentro de cada jovem, há uma alma. E essa alma, quando ouve a mensagem de Deus, responde. Pode parecer loucura, mas eu vejo isso acontecer o tempo todo”.
Escrito por Cassiano às 10h32
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Descubra a fórmula do amor
Será que existe alguma fórmula para o casal viver numa eterna lua-de-mel? Talvez, quem sabe, pode ser, depende. Mas que uma coisa fique bem clara: essa fórmula tem de ser perseguida, encontrada, conquistada pelos dois: homem e mulher. Caso contrário, esqueça. E aí você tem duas opções: escolha por recomeçar e sinta o prazer de viver um novo amor, que acredite, é perfeitamente possível, ou então, aceite deixar as coisas como estão, ignore os pequenos gestos: ou sua vida vai se transformar num inferno. Você corre o risco de se esquecer como é bom se apaixonar, beijar, namorar, ser amada, desejada.
Viver bem num casamento exige algumas observações e você tem de buscar as respostas para fazer suas descobertas: como superar os conflitos, como ser flexível no relacionamento, como manter a cumplicidade, como não esticar as brigas, como dar e exigir prazer e como ser romântico sempre.
E não pense, caro leitor, que falo tudo isso da boca pra fora. Além da minha vivência pessoal sobre o assunto, sou também uma observadora da vida: gosto de conversar com as pessoas, ouvir histórias de amigas e reflito sobre tudo isso. Acredito que esse ainda é o melhor caminho para resolvermos nossos conflitos internos e tirarmos proveito da vida a dois. O que diferencia uma relação passageira de uma história duradoura é justamente o compromisso que um tem com o outro de partilhar o lado chato, difícil e bom da vida. Basta cada um se propor a isso.
Marta Vicentin
Escrito por Cassiano às 10h31
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